Inveja e vaidade

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A Cruz de Cristo, de John Stott, foi base para algumas considerações de Paul Tautges sobre a inveja e o orgulho − A inveja é o lado inverso da moeda chamada vaidade. Ninguém sente inveja dos outros sem primeiro ter orgulho de si mesmo (p. 46).  Paul Tautges escreve: “Ai! Isso doeu, pois é verdade”.

Inveja é “o sentimento de desagrado produzido por testemunhar a prosperidade de outra pessoa ou ouvir algo favorável a seu respeito”. Ela exala do nosso orgulho, que nos convenceu de que merecemos algo melhor do que temos recebido. Esta manifestação da nossa arrogância é um terreno fértil para outro pecado. O salmista confessou: “Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos”(Sl 73.2-3). No Novo Testamento, a inveja sempre aponta para o pecado. Por exemplo, Mateus nos informa que foi “por inveja” que a multidão enfurecida entregou Jesus a Pilatos (27.17,18). Gálatas 5.21 inclui a inveja na lista de obras da carne. Quando a inveja está presente, não temos dúvida de que não estamos sob o controle do Espírito Santo, mas sim da carne.

Há três meios para superar a inveja e todos eles fluem do crescimento de um espírito humilde. 

  1. Primeiro, visto que a inveja é nutrida pela ingratidão, é necessário cultivar um coração agradecido. A Escritura nos exorta: “Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1Ts 5.18).
  2. Segundo, guardar o coração da inveja também inclui cultivar o contentamento − estar satisfeito com aquilo que Deus nos deu. “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1Tm. 6.8). O testemunho pessoal de Paulo foi de ter aprendido “a viver contente em toda e qualquer situação” que precisasse enfrentar (Fp 4.11).
  3. Terceiro, para substituir a inveja com a prática da justiça devemos também aprender a nos alegrar com outros crentes quando suas bênçãos parecem exceder as nossas. Pelo domínio próprio, devemos nos esforçar para substituir os sentimentos egoístas de desagrado pelos de regozijo, para que possamos verdadeiramente nos alegrar com os que se alegram (Rm 12.15).

Nutrimos um coração agradável a Deus quando aplicamos o mandamento bíblico, ou seja, consideramos os outros superiores a nós mesmos (Fp 2.3). Isto tanto derrota nosso orgulho como firma a virtude cristã da humildade.

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