O discipulado e aconselhamento bíblico

Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria.
Cl 3.16

Ao longo dos séculos, os cristãos se relacionaram uns com os outros e juntos lidaram com os problemas do cotidiano de acordo com a Bíblia − praticaram o aconselhamento bíblico. Quando os cristãos de hoje − pastores, líderes, pais, amigos e amigas ou colegas − têm diante de si o desafio de ajudarem uns aos outros a refletirem a pessoa de Cristo nos mais diversos aspectos da vida, o ministério bíblico deve igualmente acontecer. Entendemos o aconselhamento bíblico como o aspecto da dinâmica ministerial em que o corpo de Cristo, capacitado pelo Espírito Santo e fundamentado na Palavra de Deus corretamente interpretada e aplicada a situações específicas, ministra à vida de irmãos visando cooperar com o plano de Deus de conformá-los progressivamente à imagem de Cristo.

Quatro pontos distinguem o discipulado e aconselhamento bíblico

♦ O ministério centrado em Cristo, Redentor e Senhor
O Deus da Palavra manifestou-se em Jesus Cristo e nEle está centrado o ministério em vidas. Os problemas da vida não encontram sua causa determinante no ambiente nem em circunstâncias pessoais a que estamos sujeitos, embora sejam múltiplas as  influências que recebemos. Cristo dirige-se à necessidade primordial do homem, que é sua redenção do pecado e a capacitação para viver de maneira agradável a Deusem meio a quaisquer circunstâncias.  — Cl 1.27-28; 2Pe 1.2-4.

♦ O ministério fundamentado na Palavra de Cristo
Em dias quando a Bíblia costuma ser vista como útil e perceptiva, mas não suficiente para lidar com os problemas do homem atual, é preciso lembrar que a Palavra, inspirada e inerrante, interpretada corretamente e aplicada com cuidado sob a direção e o poder do Espírito Santo, oferece-nos a plena sabedoria de Deus que transforma vidas. No âmago do aconselhamento bíblico estão a autoridade, a suficiência e a supremacia da Bíblia para o ministério em vidas. Desta forma, o adjetivo “bíblico” não deve indicar um aconselhamento baseado em metodologias diversas e acrescido de alguns versículos ou ideias das Escrituras. A teologia e a prática do aconselhamento bíblico devem ser extraídas primordialmente das Escrituras. — Sl 19.7-11; 2Tm 3.16-17; Hb 4.12.

♦ O ministério focado na transformação à imagem de Cristo
Mudança bíblica — um processo de transformação profunda e abrangente centrada na Pessoa de Cristo, que atinge o homem interior e também o comportamento exterior enquanto manifestação da vida interior, e resulta na própria semelhança de Cristo — é o alvo do discipulado e aconselhamento bíblico. Transformação acontece à medida que a Palavra é aplicada ao coração pelo Espírito. — Rm 8.29; 2Co 3.18; Ef 4.22-24.

♦ O ministério confiado ao corpo de Cristo
À medida que nossa sociedade cresceu em complexidade, o trabalho dos especialistas ganhou espaço. A tendência é confiar também o aconselhamento aos especialistas. A Palavra de Deus, porém, aponta que o aconselhamento é um ministério a ser exercido pelo corpo de Cristo, dentro da dinâmica da igreja local. O conselheiro bíblico deve ser um cristão comprometido, conhecedor da Palavra de Deus e habilidoso para interpretá-la corretamente, conhecedor também da cultura e dos problemas de sua época, e capaz de aplicar a Verdade de Deus à vida diária. — Rm 15.14; 1Ts 5.11, 14.

Leia mais sobre a abrangência e o alvo, a ação e o agente, o âmago e as alternativas do aconselhamento bíblico em: O Alicerce do Aconselhamento Bíblico

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O Futuro do Aconselhamento Bíblico:  sonhando uma dúzia de sonhos

Robert Kellemen

O que faz o aconselhamento bíblico ser bíblico?
Quando falo em várias partes do País sobre aconselhamento bíblico, algumas vezes as pessoas me perguntam: “Quando você diz ‘aconselhamento bíblico’, você não está querendo dizer__________, não é?”. As pessoas preenchem esse espaço com diferentes rótulos negativos − no seu entender. Que vergonha pensar que colocarmos o adjetivo “bíblico” após a palavra “aconselhamento” faz com que alguns cristão recuem amedrontados. Mas tenho boas notícias, a maré está virando. As caricaturas distorcidas e os estereótipos falsos do aconselhamento bíblico estão a caminho de serem substituídos por retratos do aconselhamento com fundamento nas Escrituras e historicamente precisos, verdadeiramente bíblicos e atraentes (Tt 2.10).  Embora ninguém possa dar a definição final e oficial de aconselhamento bíblico, ofereço um resumo do meu entendimento a respeito do aconselhamento bíblico para sua consideração.

O aconselhamento bíblico centrado em Cristo, com base na Igreja, abrangente, compassivo e culturalmente informado, depende do Espírito Santo para estabelecer a relação entre a verdade inspirada de Deus sobre as pessoas, os problemas e as soluções para o sofrimento humano (mediante o cuidado cristão das almas que conforta e cura) e para o pecado (mediante a orientação espiritual cristã que reconcilia e dá direção) a fim de capacitar as pessoas para que exaltem e sirvam a Deus, encontrem prazer em Deus e amem seu próximo (Mt 22.35-40), cultivando a conformidade com Cristo e a comunhão com Cristo e a Igreja.

Dada esta definição operacional, acompanhe-me na visão de um amadurecimento da natureza e da forma do aconselhamento bíblico − doze sonhos de um futuro possível para o aconselhamento bíblico.

1. O aconselhamento fundamentado nas Escrituras
O aconselhamento bíblico se agarrará tenazmente à supremacia, suficiência e profundidade da sabedoria das Escrituras. Deus nos deu tudo quanto precisamos para viver de maneira piedosa (2Pe 1.3). As Escrituras, corretamente interpretadas e aplicadas com cuidado, oferecem insight completo para o nosso viver.

A Bíblia fornece as categorias de interpretação para darmos sentido à vida do ponto de vista de Deus. Ao construirmos a nossa abordagem de aconselhamento sobre o Evangelho da graça de Cristo, obtemos a sabedoria para levarmos às pessoas a esperança de cura, o incentivo para a mudança (a glória de Deus) e a compreensão da motivação humana que agiliza as mudanças que honram a Deus (2Tm 3.15-16).

2. O aconselhamento teológico
O aconselhamento bíblico estabelecerá um elo entre a criação, a queda e a redenção. Ao estudar a teologia bíblica da criação, o aconselhamento bíblico examinará as pessoas − o projeto original de Deus para a alma (antropologia). Ao perscrutar a queda, o aconselhamento bíblico examinará os problemas − como o pecado trouxe a depravação pessoal e o sofrimento (hamartiologia). Ao investigar o ensino da Bíblia sobre a redenção, o aconselhamento bíblico examinará as soluções/curas − o Evangelho da graça de Cristo, que oferece a salvação eterna e nos dá a vitória diária na batalha contra o mundo, a carne e o diabo (soteriologia). Quando os modelos de aconselhamento bíblico começam e terminam na queda, eles acabam por se concentrar quase que exclusivamente na depravação humana. Como resultado, eles aconselham os cristãos como se estes ainda não fossem salvos, deixando de considerar a justificação, redenção, regeneração e reconciliação pela obra de Cristo (Rm 5.1-8.39).

A psicologia é inerente à nossa fé. Não a psicologia secular, mas a psicologia bíblica, ou seja, o entendimento da alma e o ministério dirigido à alma conforme ela foi projetada inicialmente por Deus, corrompida depois pelo pecado e redimida pela graça.[1] A criação diz respeito à psicologia bíblica − o estudo bíblico da alma. A queda explica a psicopatologia bíblica − o estudo bíblico da doença do pecado. A redenção prescreve a psicoterapia bíblica − o estudo bíblico da cura da alma, proporcionado por Deus em Cristo. No entender de algumas pessoas, o uso destes termos não é válido. Como é triste o fato de termos permitido que o mundo roubasse estes termos consistentemente bíblicos/teológicos/históricos. Em 1861, portanto antes do advento da psicologia secular moderna, Franz Delitzsch observou que “a psicologia bíblica não é uma ciência recente. Ela é uma das mais antigas ciências da Igreja”.[2] É tempo de resgatarmos a nossa herança, recuperarmos e redefinirmos estes termos (Cl 2.1-15).

3. O aconselhamento histórico
Lembro-me vividamente e com tristeza das “guerras do aconselhamento” que aconteciam na época em que eu estava no seminário − guerras em que os “fronts” da psicologia moderna combatiam uns contra os outros. Também me lembro de pensar: “Com certeza, a Igreja sempre ajudou as pessoas feridas e endurecidas”. Essa frase remeteu-me à busca, por um quarto de século, do legado cristão para o cuidado da alma e a orientação espiritual. Simultaneamente, o Espírito de Deus movia muitos outros pelo mesmo caminho.

O futuro do aconselhamento bíblico é o passado. Durante os últimos vinte anos testemunhamos na comunidade cristã o retorno ao devido respeito pela “grande nuvem de testemunhas” (Hb 12.1-3). A história, conforme Chesterton nos lembrou, “é a democracia dos mortos”.[3] Os conselheiros bíblicos do futuro voltarão aos caminhos antigos (Jr 6.16). Eles buscarão e aplicarão o legado antigo e a sabedoria de vida encontrada de maneira consensual nos escritos dos cristãos que, ao longo da história, destacaram-se como médicos da alma.

4. O aconselhamento positivo 
O aconselhamento bíblico deixou-se enredar, às vezes, pela negatividade e pela crítica mordaz, a proteção de um território, a construção de trincheiras e a ideia de ser essencialmente “contrário”. Isso não é aconselhamento bíblico; isso é “aconselhamento de Corinto” (1Co 1.10-17), uma caricatura carnal da verdade.

No futuro, o aconselhamento bíblico será conhecido como “aconselhamento bereano” (At 17.11). Os conselheiros bíblicos terão uma mente crítica sem o espírito crítico. Eles buscarão enfatizar de maneira positiva o entendimento correto da Palavra (2Tm 2.5) e serão capazes de interagir de forma graciosa com aqueles dos quais discordam e de enfatizar com atitude positiva que toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para a educação na justiça (2Tm 3.16).

5. O aconselhamento relacional
No futuro, as raízes trinitárias da nossa fé florescerão à medida que os conselheiros bíblicos forem conhecidos pelos seus frutos − frutos de compaixão e paixão (Jo 1; 17). A exemplo da eterna e íntima comunhão em unidade do Deus da Bíblia, os conselheiros bíblicos descartarão o distanciamento em favor daquilo que um de meus amigos afro-americanos descreve como “aconselhamento natural e real”.

Ainda que sem ignorar as técnicas, as habilidades e as ferramentas do aconselhamento competente, a ênfase estará no relacionamento de alma para alma (1Ts 2.8). O aconselhamento bíblico não privilegiará o método diretivo nem o método não diretivo. Pelo contrário, praticará o aconselhamento colaborativo, no qual o conselheiro, o aconselhado e o Divino Conselheiro formarão uma relação triangular moldada pela Palavra de Deus e conduzida pelo Espírito de Deus.

6. O aconselhamento relevante
Não basta promovermos a suficiência da Palavra se também não ministrarmos de forma que demonstre a relevância da Palavra de Deus. Os problemas da vida que a maioria das pessoas rotula como “transtornos psicológicos”, curáveis apenas por meio das “metodologias psicológicas”, serão vistos como espirituais, relacionais, mentais e volitivos, e as questões emocionais abordadas conforme o Livro da Vida, do Autor da Vida, para que possamos viver em abundância (Jo 10.10).

O estereótipo pejorativo “tome dois versículos e me telefone manhã para dar notícias” será substituído pela identidade construtiva −   “a verdade vos libertará” (Jo 8.32). Quando as pessoas pensarem no conselheiro bíblico, pensarão em “Jesus personificado” e encontrarão palavras de esperança como, por exemplo, “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).

7. O aconselhamento transformador
O aconselhamento bíblico aplicará à vida diária dos crentes os princípios da santificação progressiva (2Co 3.16-18) mediante a formação espiritual, que cultiva a comunhão com Cristo e a conformidade com Cristo pela prática das disciplinas espirituais bíblicas/históricas, individuais e corporativas. Historicamente, os campos do aconselhamento bíblico e da formação espiritual constituíam uma unidade. É nosso sonho que voltem a ser sinônimos.

O aconselhamento bíblico transformador destacará o papel de Deus e a nossa responsabilidade no crescimento espiritual por meio da sua ênfase no cultivo das disciplinas que nos ligam ao poder da ressurreição de Cristo (Fp 3.10). Ele ressaltará a vida interior por meio da sua ênfase na formação do caráter de Cristo em nós, ou seja, uma vida interior que reflete progressivamente a Cristo. Ele focalizará o corpo de Cristo, incentivando as disciplinas espirituais corporativas e equipando os crentes para as disciplinas espirituais individuais. Isto exigirá o desenvolvimento de uma teologia bíblica abrangente da vida espiritual, que provê a base para uma metodologia bíblica relevante para o crescimento espiritual. O aconselhamento bíblico e a formação espiritual oferecerão uma abordagem teológica e prática da santificação, eficaz no mundo real onde as pessoas alimentam esperanças e sonhos, tropeçam, caem e vivem todos os dias.

8. O aconselhamento abrangente na teoria
O aconselhamento bíblico focalizará a totalidade da natureza humana, criada à imagem de Deus (Gn 1.26-28). Um entendimento bíblico abrangente da imago Dei vê os seres humanos como seres relacionais com capacidades espirituais, sociais e de autoconhecimento, seres racionais que pensam, seres volitivos que escolhem, seres emocionais que vivenciam experiências, e seres físicos que agem.  Os modelos de mudança do aconselhamento bíblico focalizarão cada uma dessas áreas, em uma perspectiva integral da personalidade humana.

O aconselhamento bíblico não negará a complexidade e interação de mente/cérebro e corpo/alma (Gn 2.7), mas levará a sério o papel do cérebro (no mundo caído e no corpo ainda não glorificado) e seu impacto sobre o funcionamento humano saudável (Rm 8.19-25).

9. O aconselhamento abrangente na metodologia
Existe uma divisão infeliz entre as abordagens de aconselhamento que enfatizam o sofrimento e aquelas que enfatizam o pecado. O aconselhamento bíblico lidará tanto com o sofrimento como com o pecado, reconhecendo que a Palavra de Deus é útil para lidar com os males que sofremos e também com os pecados que cometemos. O aconselhamento bíblico oferece consolo para o ferido, bem como confrontação para o endurecido. Ele provê conforto e cura para aqueles que foram vitimados pela vida e também reconciliação e orientação para aqueles que se deixaram enganar por Satanás.

Conforto e cura (cuidado da alma para o sofredor) são termos clássicos na história do cuidado pastoral. Por meio de conforto e cura, os conselheiros bíblicos oferecerão o cuidado consolador de paracleto (Jo 14.15-31; 2Co 1.3-11).[4] Reconciliar e guiar (dar direção espiritual para lidar com o pecado e para a santificação) são termos igualmente históricos.  Deus usará os conselheiros bíblicos para capacitar os crentes arrependidos e perdoados na aplicação dos princípios de crescimento na graça (2Tm 2.24-26).

10. O aconselhamento abrangente na formação do conselheiro
Alguns modelos de formação de conselheiros bíblicos têm a tendência de concentrar no conteúdo (a verdade bíblica), na competência (as habilidades relacionais/técnicas de aconselhamento) e no caráter (a formação espiritual do conselheiro) ou na comunidade (nosso relacionamento como corpo de Cristo). No futuro, o preparo para o aconselhamento bíblico unirá conteúdo, competência, caráter e comunidade (Rm 15.14).

Os insights das Escrituras serão aprendidos em um contexto de comunhão na comunidade cristã e aplicados ao desenvolvimento do caráter espiritual do conselheiro em formação. Isso resultará na competência relacional para interagir de alma para alma e impactar profundamente outras vidas para Cristo. Esta abordagem abrangente produzirá médicos da alma em processo de amadurecimento e amigos espirituais que falam a verdade do Evangelho em amor (Ef 4.11-16).

11. O aconselhamento universal 
O apóstolo Paulo sustenta que todos os crentes maduros e equipados são competentes para aconselhar (Rm 15.14).  O aconselhamento bíblico é, portanto, universal. Aconselhamento bíblico é aquilo que o povo de Deus faz na qualidade de amigos espirituais, aquilo que os pastores fazem como médicos da alma e que os conselheiros cristãos fazem como cuidadores.

Em outras palavras, aconselhamento bíblico e aconselhamento cristão são sinônimos. Com certeza, esta ideia deve surpreender alguns e levantar objeções de outros. No entanto, o aconselhamento bíblico é uma mentalidade, uma perspectiva, uma cosmovisão, uma maneira de ver a vida que instrui nossa maneira de compreender as pessoas, os problemas e as soluções.

O aconselhamento bíblico é universal no sentido de que ele molda a nossa visão do universo com base na visão do universo revelada pelo Criador do universo. Todos os conselheiros aconselham com base em alguma cosmovisão.  A Bíblia dá a cosmovisão a partir da qual os conselheiros cristãos ministram.

Isto não significa um jorro de citações de versículos bíblicos enlatados, extraídos da caixa de ferramentas do conselheiro e lançados sobre um aconselhado ou um membro da igreja. Pelo contrário, significa uma conversa espiritual singular, personalizada, com foco na situação e que flui naturalmente, ou seja, o compartilhar adequado e relevante de uma investigação bíblica construída a partir de uma visão abrangente (Ef 4.29).

12. O aconselhamento culturalmente informado
O fato de o aconselhamento bíblico ser universal não exclui absolutamente a verdade de que ele deve ser e será culturalmente informado. Ele combinará em sua cosmovisão universal as perspectivas bíblicas singulares de pessoas de ambos os sexos e de todas as etnias (Ap 7.9-10). [5]

Os insights e práticas do aconselhamento bíblico histórico e atual, provenientes de mulheres e homens cristãos de todas as etnias, contribuirão para a nossa cosmovisão do aconselhamento bíblico (Ef 2.11-22). Tanto o nosso entendimento como a prática do aconselhamento bíblico serão mais esmerados, consistentes e relacionais.

Conclusão: A ousadia de sonhar
Sonho com o dia em que quando eu falar sobre aconselhamento bíblico, alguém dirá com entusiasmo: “Eu sei o que você entende por ‘aconselhamento bíblico’! Você quer dizer o povo de Deus, os pastores e os conselheiros cristãos ministrando uns aos outros de uma forma que é bíblica, teológica, histórica, positiva, relacional, relevante, transformadora, abrangente na teoria, na metodologia e na formação dos conselheiros, universal e culturalmente informada”.

Juntos, faremos desse sonho uma realidade. Desta forma, quando colocarmos o adjetivo “bíblico” após a palavra “aconselhamento”, os amigos espirituais, os pastores e os conselheiros cristãos responderão em alegre expectativa.


Traduzido e usado com permissão do autor. Robert Kellemn é responsável pelo Biblical Counseling and Discipleship Department em Crossroads Bible College, Indianapolis, IN. Foi fundados e diretor executivo da Biblical Counseling Coalition.
[1] Veja Robert Kellemen, Soul Physicians: A Theology of Soul Care and Spiritual Direction. Winona Lake, IN: BMH Books, 2007, p. 131-141.
[2] Franz Delitzsch, A System of Biblical Psychology. 2nd edition. Eugene, OR: Wipf & Stock, 1861, p. 3.
[3] G. K. Chesterton, Orthodoxy. Whitefish, MT: Kessinger, 2004, p. 3.
[4] Veja Robert Kellemen, Spiritual Friends: A Methodology of Soul Care and Spiritual Direction. Winona Lake, IN: BMH Books, 2007, p. 39-57.
[5] Veja Robert Kellemen and Karole Edwards, Beyond the Suffering: Embracing the Legacy of African American Soul Care and Spiritual Direction. Grand Rapids: Baker Books, 2007. Veja também Robert Kellemen and Susan Ellis, Sacred Friendships: Celebrating the Legacy of Women Heroes of the Faith. WinonaLake, IN: BMH Books, 2009.