
As pessoas estão em busca de respostas para seus dilemas e de esperança diante dos desafios que enfrentam. O mundo ao nosso redor oferece explicações e soluções diversas, que muitas vezes contradizem umas às outras. Quem está com a verdade? A quem seguir? Neste livro, Nicolas Ellen descreve as teorias seculares de autoestima, destacando como são antagônicas à visão bíblica que devemos ter de nós mesmos.
Usando textos bíblicos e exemplos práticos, o autor nos mostra o que a Bíblia diz sobre autoestima, autoimagem e amor-próprio, orientando os leitores a avaliarem sua cosmovisão e sua vida à luz de uma perspectiva e prática cristã.
Reproduzimos aqui parte do prefácio à edição brasileira publicada por Nutra Publicações.

Ter uma visão elevada de si mesmo, ser aceito, apreciado, valorizado e amado é um mantra repetido a exaustão em nossos dias. Se um ou mais desses elementos faltar, a vida poderá ser desafiadora, porque a pessoa se sentirá inadequada, não aceita, não amada, infeliz e quase certamente viverá aquém de seu potencial. O argumento caminha na direção de que tal pessoa experimenta tais sentimentos porque o seu reservatório emocional não foi abastecido pelas outras pessoas. Este é um pensamento comum, aceito, e faz parte de um conjunto de argumentações seculares.
Por mais estranho que possa parecer, essa máxima é igualmente tolerada, aceita e propagada por parte da igreja do nosso Senhor Jesus Cristo. As Escrituras esboçam esse pensar? Uma antropologia sustentaria esse ensino?
Uma rápida olhada para as páginas da Palavra de Deus nos informará que tal argumento não se sustenta teologicamente. Somos chamados a nos avaliarmos com moderação e não de maneira elevada (Rm 12.3). Ser aceito, valorizado e amado não encontra eco em nenhum personagem piedoso, tanto no Antigo quanto no Novo Testamentos. Os profetas e os apóstolos foram rejeitados (Ez 2.1-7; At 4.17,18), maltratados (Jr 11.19; At 5.40,41), zombados (Jr 20.8 NVI), porém, tiveram vidas cheias de temor ao Senhor, porque entenderam que o alvo não era serem aceitos e amados, mas fiéis aos planos e propósitos soberanos de Deus.
Mesmo não sendo valorizado e amado por muitos por onde viajou, o apóstolo Paulo diz que aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação (Fp 4.11) e não frustrado porque foi rejeitado e desprezado (2Co 10.10). Ele pensou de si mesmo como sendo o menor dos apóstolos porque perseguiu a igreja de Deus (1Co 15.9) e o menor de todos os santos (Ef3.8). Esta era a maneira como Paulo se enxergava. Ele não repetia para si mesmo nem para os outros, um mantra egoísta e centrado em si mesmo, próprio deste mundo. Antes, e pelo contrário, ele ensina que o verdadeiro amor dado por Deus, não busca os seus interesses egoístas, entre eles, ser aceito e amado.
Em Autoestima, Autoimagem e Amor-próprio: como substituir a autoadoração pela autoavaliação, Nicolas Ellen faz considerações bíblicas acerca de cada uma dessas palavras — autoestima, autoimagem e amor-próprio. Não se trata de o pensamento secular ser diferente do pensamento bíblico. Não é apenas isso. Eles são, de fato, opostos. Não há pontos de contato entre eles.
As ponderações do Dr. Ellen e suas conclusões nos encorajam à adoção de uma perspectiva bíblica acerca desses tópicos que afetará o nosso entendimento e comportamento em meio às circunstâncias que Deus deseja prover para cada um de nós. O resultado da conformação ao padrão de Deus, do desejo de sempre buscar agradar a Deus e não de ser agradado, produzirá contentamento com a provisão de Deus quanto às nossas qualificações, habilidades, capacidades e limites. O amor de Deus, o cuidado de Deus e a provisão de Deus são antídotos para uma vida focada em si mesmo e da busca por ser valorizado, aceito e amado por outros (SI 27.10). O amor, a provisão e o cuidado de Deus são suficientes para que os crentes em Cristo tirem os olhos de si mesmos e foquem nAquele que foi rejeitado, desprezado, maltratado e morto – o Senhor Jesus Cristo -, oferendo o modelo de como podemos viver em um mundo caído sem exigir ser aceito, apreciado, amado e valorizado.
SUMÁRIO
Introdução
1. História, entendimento e uso do conceito da autoestima
2. Uma perspectiva bíblica do “eu”
3. Ideias seculares sobre autoestima vs. uma perspectiva bíblica do “eu”
4. Um contraponto bíblico à autoestima
5. Uma perspectiva bíblica sobre autoimagem
6. Uma visão bíblica sobre o amor-próprio
7. Juntando tudo
FICHA TÉCNICA
Nicolas Ellen: Pastor titular da Community of Faith Bible Church in Houston, TX e professor da matéria Aconselhamento Bíblico no College of Biblical Studies, Houston. É presidente e fundador do Expository Counseling Training Center. Obteve seu BA em Administração de Empresas pela University of Houston, TX; MA em Educação Cristã pelo Dallas Theological Seminary, Dallas, TX; MA em Aconselhamento Bíblico pelo The Master’s University, Santa Clarita, CA; DMin com ênfase em Aconselhamento Bíblico pelo Southern Baptist Theological Seminary, Louisville, KY e PhD em Aconselhamento Bíblico pelo Southwestern Baptist Theological Seminary, Fort Worth, TX. É conselheiro associado e certificado pela Association of Certified Biblical Counselors (ACBC).
Título: Autoestima, autoimagem, amor-próprio: como substituir biblicamente a autoadoração pela autoavaliação
Título Original: Self-esteem, self-image, self-love: how to trade the trinity of self-worship for the triangle of self-evaluation
Editora: Nutra Publicações
Número de Páginas: 128
Ano de Publicação: 2023