As resoluções de Ano Novo

Um ano termina, outro começa. É época das “resoluções de Ano Novo”: fazer exercício físico regularmente, manter uma alimentação saudável, manter os gastos dentro do orçamento mensal e banir as dívidas, investir tempo no relacionamento com as pessoas queridas, manter arrumado aquele quarto da bagunça, e assim vai. Estas resoluções têm em comum o desejo de adquirir novos hábitos de maneira consistente. Como chegar ao final de 2011 com um saldo de resoluções cumpridas? No artigo Self Control: the battle for one more, publicado em The Journal of Biblical Counseling v.19, n. 2 (p. 24-31), Edward Welch escreve sobre a estratégia necessária para que as resoluções tomadas não sejam meras intenções varridas pelo primeiro sopro de vento.

Biblicamente, sabemos que a questão vai muito além das simples “resoluções de Ano Novo” declaradas a cada 31 de dezembro. Devemos tomar a decisão de agradar a Deus em todas as esferas da vida e estamos em guerra declarada contra a própria carne e as tentações de Satanás. Precisamos de uma estratégia, de um plano de ação bem formulado.

Se a nossa batalha fosse contra um inimigo insignificante, o planejamento seria desnecessário. No entanto, visto que o nosso inimigo é sutil e astucioso, uma estratégia é essencial. A ausência de estratégia é um dos maiores motivos por que as resoluções de Ano Novo acabam no monte de sucata. Depois de exceder na comida durante as festas natalinas, tomamos a decisão de comer com sabedoria. A nossa decisão, porém, não costuma durar além do jantar do dia seguinte. […] Não houve um plano bem pensado, nenhuma consideração do âmbito espiritual envolvido, nenhum clamor pela graça de Deus em Cristo, nenhum desejo real de repreender a nós mesmos, nenhum pedido de ajuda e conselho de outros irmãos e irmãs em Cristo.

Aqui está um bom indicador para saber se você deseja ou não crescer em domínio próprio: você tem uma estratégia clara e publicamente declarada? Em outras palavras, se alguém disser “Desta vez, vou mudar de verdade − acho que não preciso de nenhuma ajuda”, essa pessoa ainda precisa entender o ensino bíblico sobre o domínio próprio. Uma coisa é tomar uma decisão. Outra coisa completamente diferente é arrepender-se, buscar conselho e, com a ajuda de outros, desenvolver um plano de mudança concreto e centrado em Cristo.

Evidentemente, o ponto central de qualquer plano deve ser Jesus Cristo. O domínio próprio, como as demais característica da sabedoria, é aprendido ao contemplarmos a Pessoa de Cristo. Do ponto de vista estratégico, isso não tem precedentes. Talvez esperemos que Deus grite conosco e nos ordene, mais uma vez, que nos endireitemos. Os caminhos de Deus, porém, são muito melhores do que os nossos e são raramente previsíveis. Ao invés de nos dar doze passos nos quais confiar, Ele nos dá uma Pessoa que precisamos conhecer. À medida que Jesus é conhecido e exaltado, você pode perceber que o domínio próprio fica mais evidente. A base para toda mudança é a cura dupla para o pecado: no evangelho, fomos libertados tanto da condenação como do poder do pecado. Fomos libertados “a fim de servir ao Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos: Jesus, que nos livra da ira que há de vir”  (1Ts 1.9,10).

Tradução de Conexão Conselho Bíblico

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