Essas emoções incômodas! Parte 1

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Maturidade no lidar com as emoções

Na série de artigos Those Pesky Emotions, Sherry Allchin considera os princípios bíblicos que nos ajudam a lidar com as emoções do dia a dia, aquelas emoções ativadas pela diversidade de situações corriqueiras que vivenciamos.   


O propósito das emoções
Vez ou outra, as emoções podem ser uma cilada para todos nós. Por vezes, elas estão à flor da pele; em outros momentos, nós guardamos e negamos as emoções incômodas, fingindo que elas não nos perturbam e esperando que elas possam ir embora rapidamente para que nos sintamos melhor. Ainda assim, essas emoções tanto nos incomodam quanto incomodam também os que estão à nossa volta. Além disso, elas mantêm os conselheiros ocupados!

Nosso Deus Trino expressa as emoções apropriadamente. Isso nos diz que as emoções têm, sim, um bom propósito. Elas nos alertam de que algo precisa mudar, seja em nós ou por meio de nós. Nós fomos criados à imagem de Deus e devemos, portanto, aprender a alinhar nossas emoções às Suas emoções, isentas de pecado, mesmo que vivamos em um mundo caído onde o pecado afeta nossas emoções tanto quanto nossos pensamentos e comportamentos.

Aprender a expressar as emoções de forma que honre a Deus requer crescer em domínio próprio. Domínio próprio é fruto do Espírito, aperfeiçoado por colocar o “eu” debaixo do controle do Espírito Santo, permitindo o Seu trabalho de ensinar, convencer, corrigir e treinar-nos para nos conformar à imagem de Cristo de maneira que possamos nos engajar na obra de Cristo.

As reações pecaminosas, pelas quais costumamos culpar as nossas emoções, devem ser substituídas por reações motivadas por uma maneira de pensar que reflete a mente de Cristo no que diz respeito às circunstâncias. Os pensamentos corretos resultam em comportamentos corretos, que refletem o caráter de Cristo. Em nossa cultura, muitos acreditam que não podemos ter nenhum controle sobre as emoções e estamos à mercê delas. As Escrituras estabelecem uma base clara para como controlar nossas emoções: nós as controlamos pelo controle consistente dos nossos pensamentos (Filipenses 4.8) e comportamentos (Provérbios 4.23), levando-os à obediência a Cristo (2 Coríntios 10.5). Nós podemos escolher ter as emoções sob controle e viver o fruto do Espírito em nossa vida diária.

Entendendo os nossos sentimentos
Considere o seguinte princípio bíblico básico para compreender as emoções: Nós sentimos o que sentimos porque pensamos o que pensamos e fazemos o que fazemos.

Nós respondemos às nossas experiências de vida com emoções. Basta você bater em seu polegar com um martelo e ver se a dor física que você sente não produz também uma reação emocional! Quando você tem um prazo a cumprir, a pressão produz um estresse interno que você sente em grande medida em seu corpo e em suas emoções. Discutir com um alguém querido pode resultar em sentimentos feridos que, por sua vez, levam a uma montanha russa de emoções. Conforme crescemos no entendimento de que nossas experiências diárias contribuem para as emoções que sentimos, devemos também ser rápidos em compreender que as circunstâncias não causam as emoções.

Raiva, medo, depressão, vergonha, confusão e solidão são algumas das emoções incômodas que sentimos e expressamos rapidamente. Estas emoções não são causadas pelas circunstâncias que vivemos, mas pela nossa maneira de interpretar essas circunstâncias. Quando introduzimos Deus na interpretação de nossas circunstâncias, nossas crenças sobre elas começam a mudar e, com base nessas novas crenças, nós agimos de forma que honra a Deus. Nossas emoções começam, então, a refletir o fruto do Espírito, combinando crenças, ações e emoções: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Experimentamos felicidade, alegria, paz, gratidão e contentamento verdadeiros, emoções que prevalecem até em meio às circunstâncias difíceis.

O exemplo de Davi
Considere Davi como exemplo. O exército israelita estava tremendo de medo de Golias, e sua ação foi correr da circunstância perigosa. O seu sistema de crenças interpretou que Golias era grande demais, perigoso demais, e eles seriam vítimas de um desastre. Davi deparou-se exatamente com a mesma circunstância perigosa; Golias era muito maior e mais forte que ele, e estava preparado para a batalha com equipamentos que Davi nem mesmo sabia usar.

Entretanto, o sistema de crenças de Davi interpretou que seu Deus era maior que Golias; o seu Deus sempre fora fiel, ajudando-o a matar o leão e o urso para proteger suas ovelhas; o seu Deus iria ajudá-lo a matar o gigante que estava desafiando o Deus vivo e verdadeiro e zombando de Seu povo. As ações de Davi refletiram suas crenças, e ele defendeu a honra de Deus matando Golias.

Quanta emoção Davi deve ter experimentado ao sair vitorioso da batalha! Acredito que tenham sido emoções de júbilo, que partiram de suas crenças e das escolhas de vida que honraram a Deus.

Um exemplo dos dias atuais
Considere um outro exemplo. Um motorista o corta no trânsito e quase causa um acidente. Você reclama por vinte minutos sobre esse motorista, e é tentado a acelerar para cortá-lo e lhe mostrar como é que alguém se sente ao ser cortado.

Qual sistema de crenças o comanda nesse momento? Você tem direito a determinado lugar na pista, e ele está violando esse seu direito. Você merece um tratamento mais justo. Você fica irado e, baseado em seu sistema de crenças, acredita estar justificado em suas ações.

A essa altura, como vão as suas emoções? E a sua expressão de ira? Ela é justa, refletindo Deus e Sua glória, ou é injusta, refletindo seus desejos egoístas?

Entretanto, em outro dia, outro motorista pode cortá-lo. A circunstância é mesma, mais uma vez, mas suponhamos que dessa vez você esteja louvando a Deus enquanto dirige, e sua forma de dirigir o carro reflete o seu coração que quer honrar a Deus. Seu sistema de crenças mudou de egoísmo para honra a Deus e consideração para com os outros. Consequentemente, você desacelera para permitir que o outro motorista entre em segurança. Você ora que ele chegue em casa a salvo, sem matar a si mesmo ou outra pessoa qualquer, e você volta ao seu louvor e adoração, agradecendo pela misericórdia de Deus no cuidar de sua segurança e da dos outros.

Quais são as emoções você está experimentando e expressando agora? Essas emoções são claramente um produto do que você pensa sobre as suas circunstâncias e sobre o seu Deus, e de como você age com base nas suas crenças.

O resto da história
Parte 2 examina como comunicar as emoções adequadamente.


O artigo Those Pesky Emotions – Part 1, por Sherry Allchin, foi publicado originalmente no site da Biblical Counseling Coalition e usado com permissão.

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