Nossa união com Cristo, o poder verdadeiro para mudar

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Rob Green

Você já atuou como um personal trainer no seu ministério de aconselhamento? Você sabe o que isso quer dizer. É “três verdades para isto”, “dois princípios para aquilo” e “cinco maneiras para fazer aquilo outro”…  Em outras palavras, a Bíblia torna-se um simples conjunto de princípios a seguir. Quando isso acontece, você passa a pensar que bastaria os seus aconselhados fazerem mais duas “séries de exercícios” para endireitar e conseguir uma mudança permanente. Há dois problemas fundamentais nesta abordagem.

A Bíblia não é um simples conjunto de princípios
A Escritura incluem princípios? Claro que sim, mas esses princípios são estabelecidos no contexto de um relacionamento. As bênçãos de viver como um seguidor de Cristo incluem conhecer mais do que os princípios, e incluem também a habitação do Espírito Santo. Um dos testemunhos das Escrituras é que os princípios (ou a lei, se você preferir) nunca são suficientes em si mesmos. Os mandamentos que se encontram nas Escrituras devem ser seguidos no contexto de um relacionamento. Caso contrário, nada de verdadeiro valor e significado espiritual será alcançado.

Pode parecer aos seus aconselhados que a tarefa principal do crente seja a obediência a um conjunto de princípios
A questão real, testificada ao longo das Escrituras, é que somos portadores da imagem de Deus que estão em processo de transformação à imagem do perfeito Portador − Jesus. Na prática, Jesus resumiu a nossa tarefa em Mateus 22.37-40, quando disse que devemos amar o Senhor nosso Deus com todo o nosso ser e amar o próximo como a nós mesmos.

O ponto central do aconselhamento, portanto, é ajudar o aconselhado a amar o Senhor como nunca antes. Parte de nossa tarefa é ajudá-lo para ter sua vida impactada por Jesus, que em grande amor se entregou por ele, mais do que apenas obedecer a um conjunto de princípios. Ele deve obedecer? Sim, mas a obediência vem em resposta ao entendimento de quem é Deus e de tudo aquilo que Deus fez em Cristo.

Se os conselheiros devem enfatizar a união com Cristo como o verdadeiro poder para a mudança, então como fazer? Aqui estão três idéias para nos ajudar a fazer da união com Cristo algo mais vital no nosso aconselhamento.

1. Durante o encontro, enfatize a pessoa de Cristo
O encontro de aconselhamento é um momento de dar e receber. Humanamente falando, é um diálogo que estabelecemos com outra pessoa. Embora tenhamos certeza da presença e dependência de Deus durante o encontro, é útil que deixemos isso óbvio.  Ore de forma que expresse dependência do Salvador ressuscitado para qualquer resultado de valor a ser alcançado.

Faça perguntas e dê respostas de forma que Cristo seja a motivação para o que fazemos, e que Ele tenha a preeminência em tudo aquilo que acontece em nossas vidas. Insira os textos bíblicos que você quer tratar dentro da linha de história da Bíblia. O texto de que estamos falando relaciona-se de alguma forma com Cristo … então exploramos com o nosso aconselhado qual pode ser esta conexão. Em outras palavras, estamos advogando uma conversa entre duas pessoas envolta por uma ênfase em Cristo. Dessa forma, é até possível falar de uma conversa a três − você, seu aconselhado e Cristo, através das páginas das Escrituras.

2. Atribua tarefas que encorajem colocar o foco em Cristo
Queremos que as tarefas sejam práticas. Queremos que o nosso aconselhado saiba exatamente o que fazer quando for embora. No entanto, é possível criar tarefas que deixem de dirigir o aconselhando a pensar ou colocar o foco em Cristo. Dar uma tarefa pode parecer simplesmente dizer ao aconselhado para fazer isso ou fazer  aquilo, sem incentivá-lo a ser isto ou ser aquilo. Desta forma, pode parecer ao aconselhado que o tempo fora do encontro de aconselhamento é algo fundamentalmente diferente do tempo de aconselhamento.

Em contrapartida, as tarefas devem mais uma vez colocar Cristo à frente e no centro, o que colocará os nossos aconselhados na melhor posição possível para pensarem em Jesus enquanto vivem sua semana. Esta prática não somente é mais agradável a Deus (como se isto não fosse suficiente!), mas também prepara o aconselhado para a vida sem o conselheiro.

3. Lembre ao seu aconselhado que permanecer na videira é o caminho para o crescimento em Cristo depois de terminarem os encontros de aconselhamento
Em João 15, Jesus ensinou claramente aos discípulos que “sem mim nada podeis fazer”. Todo o conceito de dar frutos em João 15 tem a ver com permanecer na videira. Sem a fonte de nutrição da videira, nenhum ramo pode produzir fruto. No aconselhamento, às vezes, o aconselhado age como se você, o conselheiro, fosse a videira. Você lhe diz o que fazer, você exerce uma cobrança, você faz um estardalhaço quando ele erra e o elogia pelo sucesso. Como podemos honestamente chamar isso de sucesso?

Nossos aconselhados precisam ser lembrados vez após vez de que os frutos vêm do relacionamento com Jesus, não conosco. Embora queiramos ser um instrumento nas mãos de Jesus, os nossos aconselhados nunca devem confundir o “instrumento” com “Jesus”.  Quando o aconselhado está mais preocupado com aquilo que Jesus pensa do que com aquilo que você ou qualquer outra pessoa pensa, ele está no processo de alcançar mudança permanente.

A verdadeira mudança, que glorifica a Deus, está enraizada teologicamente no fato de que cada crente está em união com Cristo (Romanos 6-8). Como conselheiros, procuramos enfatizar esta verdade e garantir que se os nossos aconselhados não retiverem nada mais, eles retenham no mínimo que Jesus é o Rei e a união com Ele é o poder para a mudança.

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