20 perguntas para avaliar o quanto você está preparado para aconselhar

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Para ser um bom conselheiro, você precisa estar bem preparado.  Jeremy Lelek, em artigo publicado pela Biblical Counseling Coalition, ajuda-nos a identificar algumas das áreas em que precisamos crescer para cumprir a tarefa que Deus  confiou e sermos aprovados por Ele.

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Nosso chamado como conselheiros bíblicos
O aconselhamento bíblico que honra a Deus requer uma avaliação contínua do nosso próprio coração e conhecimento, das habilidades e deficiências. O simples fato de ter um certificado, ou de acumular centenas ou milhares de horas em aconselhamentos, não nos permite descuidar no nosso zelo por conhecer profundamente a Palavra de Deus. Orar que Deus nos permita sempre crescer em nosso preparo para sermos bons conselheiros deveria ser a prioridade máxima tendo em vista nossa prática contínua do aconselhamento.

O aconselhamento bíblico não deve ser um pacote pronto de métodos obsoletos que aplicamos igualmente a cada pessoa que cruza nossa porta. Devemos abordar singularmente cada pessoa. Cada indivíduo é diferente. A capacidade de compreender determinados aspectos da Bíblia varia de indivíduo a individuo. Alguns precisam de conforto, outros precisam de confrontação. Admiro como Eugene Peterson interpreta o texto de 1 Coríntios 9.19-23, pois captura o espírito do nosso chamado como conselheiros bíblicos:

“Ainda que eu esteja livre das exigências e expectativas de todos, tornei-me um servo voluntário de todos para alcançar todo tipo de gente: religiosos, não religiosos, moralistas, libertinos, fracassados, desmoralizados – não importa. Não adoto o estilo de vida deles. Mantenho meu comportamento baseado em Cristo, mas entrei no mundo deles e compartilhei da realidade deles.  Tornei-me servo em minha tentativa de levar alguns dos que eu encontrei pelo caminho para uma vida salva por Deus. Fiz tudo isso por causa da Mensagem. Eu não queria apenas falar dela: eu queria estar nela!”

Ir ao encontro das pessoas em suas lutas e, ao mesmo tempo, “manter meu comportamento baseado em Cristo” e praticar os ensinamentos bíblicos (não apenas falar sobre eles, mas vive-los) é parte de nossa tarefa no crescimento rumo a sermos embaixadores maduros da Palavra de Deus.

Abaixo, seguem 20 perguntas que você deve considerar à medida que você busca a glória do Senhor no seu ministério diário.

Uma avaliação da nossa competência no aconselhamento bíblico
Atribua uma nota para si mesmo de 1 a 4 para cada uma das questões a seguir.

1= Nunca         2= Às vezes         3= A maioria das vezes          4= Sempre

  1. Eu demonstro amor genuíno para com aqueles que aconselho (1Coríntios 13.1 ).
  2. Demonstro paciência para com aqueles que aconselho (Gálatas 5.22).
  3. Trato com bondade aqueles que aconselho (Gálatas 5.22).
  4. Sou manso com aqueles que aconselho (Gálatas 5.23).
  5. Exercito o domínio próprio quando as emoções começam a ferver durante um encontro de aconselhamento (Gálatas 5.23).
  6. Não sou rude quando confronto os que aconselho (1 Coríntios 13.5).
  7. Não me iro facilmente com os aconselhados difíceis (1 Coríntios 13.5).
  8. Esforço-me diligentemente para entender a correta aplicação da Bíblia para a vida e transformação (2 Timóteo 2.15).
  9. Entendo o papel da depravação nos problemas apresentados pelas pessoas (Efésios 2.3).
  10. Vejo a transformação pessoal no contexto da santificação (Romanos 8.28, 29).
  11. Confio na graça de Deus e no Espírito Santo para transformar as pessoas (Tito 2.11-14).
  12. Consigo falar com sensibilidade sobre a soberania divina no sofrimento (Filipenses 2.13).
  13. Enfatizo a supremacia do Evangelho na obra de transformação (João 14.6).
  14. Escuto atenta e pacientemente (Tiago 1.19).
  15. Procuro entender a situação antes de dar um conselho (Provérbios 18.13).
  16. Estou disposto a confrontar quando necessário (Tito 2.15).
  17. Oro por aqueles a quem aconselho.
  18. Reconheço e aceito minhas limitações.
  19. Humildemente, consulto outras pessoas quando chego ao meu limite como conselheiro (Provérbios 11.14).
  20. Não pratico uma abordagem legalista do aconselhamento (Gálatas 5.1-6).

Em quais aspectos posso crescer?
Há muitas outras questões que poderíamos levantar, mas esse já é um bom começo. À luz de suas respostas, em quais aspectos você precisa buscar ao Senhor para continuar seu crescimento? Existe alguém que você possa procurar para ser seu mentor e treiná-lo nessas áreas? Quais são os problemas em seu próprio coração que o impedem de ministrar mais efetivamente?

Apesar de não ser confortável reconhecer nossas fraquezas e deficiências, isso é um imperativo no nosso ministério. Como conselheiros, nunca devemos nos eximir do mesmo plano redentor que ensinamos aos outros. Nunca se esqueça: quando você aconselha alguém, Deus está usando aquela pessoa como meio de transformação e amadurecimento na sua vida assim como Ele está usando você como instrumento de Sua graça para transformá-la.

Original: 2o questions assessing how equipped we are to counsel